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| Processo de reconstrução em 3D da cabeça do Montealtosuchus arrudacamposi. |
Se não há muita liberdade para interferir na estrutura do animal, detalhes como seu comportamento, a cena representada e até as cores da pele cabem ao artista. “Sempre tem espaço para o artista criar – se hoje existem lagartos azul cobalto, que brilham mais do que caneta marca-texto, por que não poderiam existir antes?”, diz Vasconcellos. Nem sempre é possível recriar um animal a partir de qualquer osso. “Reconstituições complexas dependem de muitos fósseis, ou de fósseis muito específicos”, afirma Vasconcellos. O pequeno Brasilichnium elusivum é um dos poucos mamíferos conhecidos do período Cretáceo que viveram em território brasileiro. Tal é a dificuldade de achar seus fósseis que sua reconstrução foi elaborada somente em cima de pegadas que sua espécie deixou. “[O clima do país] é muito quente, e há uma tendência das rochas superficiais serem alteradas. Isso torna difícil achar fósseis inteiros, que não tenham sido decompostos”, afirma o paleontólogo Ismar de Souza Carvalho, professor da UFRJ.
Adaptado de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI85152-15224-2,00-ZOOLOGICO+PREHISTORICO.html

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