domingo, 9 de outubro de 2011

Escavação e preparação

Para se tornar um fóssil, um organismo precisa morrer em um ambiente que encoraje a fossilização. Isso não ocorre muito freqüentemente, e acontece somente em certos ambientes. Por essa razão, o número total de fósseis é extremamente pequeno comparado ao número de plantas e animais que já viveram. Os fósseis também são muito menos diversificados do que a vida animal e vegetal: somente uma pequena porcentagem de espécies se tornou fósseis. Além disso, as espécimes de fóssil precisam sobreviver milhões de anos, suportando terremotos, atividade vulcânica e a imensa pressão das camadas circundantes da rocha.
O paleontólogo Michael Henderson, do Museu de História Natural Burpee, em Rockford, limpa os resíduos de um osso de mandíbula
de um nanotyrannus
  

Por essa razão, cada espécime de fóssil pode ser importante: ela tem o potencial de acrescentar algo ao conhecimento científico sobre a vida na Terra. Isso é especialmente verdadeiro se o fóssil é de um animal vertebrado ou de algum que tenha espinha dorsal. Quando paleontólogos amadores descobrem fósseis de vertebrados, a melhor coisa a fazer é entrar em contado com um museu ou instalação de pesquisa para obter ajuda. Existem vários motivos para isso, leia alguns deles abaixo.

Remover um fóssil de suas cercanias anula o seu contexto: você perde qualquer conhecimento sobre outra espécie de planta ou animal que foi fossilizado nas proximidades.
Apesar de serem feitos essencialmente de rocha, é muito fácil danificar fósseis durante a escavação. Como alguns depósitos fossilíferos contêm os ossos de muitos animais, também pode ser difícil indicar quais ossos pertencem a quais espécies.

Para os paleontólogos, a escavação de um fóssil é um processo lento e cuidadoso. Apesar de uma equipe de escavação poder usar ferramentas grandes e guindastes para remover um esqueleto inteiro em uma grande laje, remover os ossos da rocha circundante leva tempo e paciência. Por essa razão, ao trabalhar com grandes esqueletos ou ossos, os paleontólogos geralmente removem grandes espécimes, as embalam em gesso e as enviam para uma instalação de pesquisa para facilitar seu estudo.
Ao trabalhar partindo das superfícies de osso expostas para as superfícies não-expostas, os paleontólogos lentamente lascam a matriz da rocha que circunda o osso. Isso pode parecer difícil, mas existe um nível de debilidade entre o osso e a rocha. A rocha tenderá a se partir ao longo desse nível com a ajuda de ferramentas, como pincéis e instrumentos dentários. Os paleontólogos também podem pulverizar a rocha com água para amolecer o sedimento.
Às vezes, o osso fossilizado é quebradiço: tão quebradiço que o processo de remoção poderia fazê-lo se despedaçar ou quebrar. Quando isso ocorre, os pesquisadores reforçam o osso com uma cola ou resina fina. Esse líquido encharca o osso, reforçando sua estrutura. Essa etapa requer muito cuidado, já que a cola pode permanentemente unir ao osso lascas de sedimento ou poeira.

Especialistas protegem um dente de elephas em um canteiro de obras em Beijing, China, com moldura e ripas de madeiras


Depois que o fóssil é removido da rocha, os cientistas podem determinar sua idade usando um espectrômetro de massa, medindo os isótopos para a datação radiométrica. Outra técnica é comparar o fóssil a outras amostras com idades conhecidas. Outras ferramentas incluem varreduras de tomografia computadorizada e modelos de computador. Quando se trata de animais vertebrados, os paleontólogos também podem lidar com o esqueleto como se ele fosse um gigante quebra-cabeça, tentando descobrir exatamente como os ossos se encaixam para determinar como o animal vivia e se movimentava.
O objetivo geral de tudo isso é aprender algo sobre a vida na Terra.

Adaptado de: http://ciencia.hsw.uol.com.br/fossil5.htm

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