domingo, 9 de outubro de 2011

Paleogenética


PALEOGENETICA

A Paleogenética (Arqueologia Molecular) é o ramo das ciências da vida que aplica princípios da biologia molecular e da genética de populações no estudo do passado, quer seja em amostras humanas, animais de modo geral ou em plantas.

Os primeiros trabalhos foram realizados em amostras de esqueletos humanos que utilizavam os achados da arqueologia, antropologia e da genética para investigar os vestígios do passado de populações humanas utilizando a análise de DNA (DNA antigo ou aDNA).

A importância da associação de estudos bioarqueológicos, em restos humanos provenientes de sítios arqueológicos, com estudos já em andamento sobre DNA antigo, encontrado em tais materiais, auxilia na interpretação de fatos e hipóteses sobre o estilo de vida, quantos eram, quais doenças apresentavam e como eram nossos primeiros ancestrais. Em princípio, os materiais biológicos investigados devem ser muito bem preservados, evitando-se manuseio, áreas degradadas, contaminadas, alagadas e remexidas. Infelizmente, apesar de todo o cuidado na realização deste tipo de análise, muitas das técnicas são destrutivas, tal como as datações.

Atualmente, existem poucos Centros de Pesquisas de aDNA no mundo. E mais raros são ainda os Laboratórios de DNA Antigo dentro de Universidades. No Brasil, a Universidade Federal do Pará - UFPA é pioneira neste tipo de linha de pesquisa, estabelecendo-se como o primeiro Laboratório de pesquisas Paleogenética da América do Sul. Essa característica é consequência da dificuldade das análises genéticas, das análises de datação neste tipo de material, somado aos custos elevados e da mão de obra especialista na área em questão.

PESQUISA

Paleogenética
Estuda restos de tecidos biológicos (fragmentos ósseos, dentes, pele) que foram conservados, em amostras de sítios arqueológicos. Tem como objetivo principal reconstruir a história evolutiva das populações, utilizando como ferramenta a genética. O Laboratório de Paleogenética utiliza esta ferramenta para investigar a variabilidade genética de amostras ancestrais de populações humanas, que habitaram as Américas.

Paleopatologia
É o estudo do passado das doenças, humanas ou de outros seres vivos, através dos sinais encontrados em partes conservadas de seus corpos, ou em textos escritos, representações de arte, objetos de diferentes naturezas, ambientes, estruturas ocupadas pelo homem ou outros testemunhos arqueológicos e paleontológicos. A Paleopatologia se dedica à origem, frequência, dispersão e tipos de doenças nas populações antigas. Analisando os esqueletos, o pesquisador identifica várias anomalias, que podem ter sido causadas por doenças infecciosas, hormonais, nutricionais, metabólicas, tumores, stress mecânico ou inflamação dos tecidos moles. Porém somente algumas doenças deixam marcas evidentes nos ossos como a lepra, o câncer, a polio, a sífilis, a artrite e a osteoporose. Nas fezes fossilizadas e preservadas (coprólitos), os estudiosos obtêm informações detalhadas sobre parasitas intestinais.

Genética de Populações
É a aplicação das leis de Mendel e outros princípios genéticos a populações inteiras de organismos (animais, plantas e etc). Estuda a variação genética dentro e entre espécies e tenta entender o processo resultante de mudanças adaptativas evolucionárias nas espécies ao longo do tempo.

Adaptado de: http://www.ufpa.br/paleogenetica/index.php?conteudo=home.php

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